Artigo por Alex Leão
28 de fevereiro de 2003
Quem derrotou os americanos na guerra do Vietnã, além dos vietcongues e a incalculável imcompetência das forças armadas americanas em guerra de selva? A opnião pública americana. Conscientemente. Corajosamente. Historicamente.
Desde então os americanos se especializaram em guerras rápidas, cirúrgicas, para que não houvesse mais o perigo da insurreição interna, e conseqüênte vexame para o governo. Afinal, de tempos em tempos as guerras se fazem necessárias a uma nação hegemônica. Serve para desviar a atenção da opinião pública, quando a imcompetência administrativa é flagrante. Foi assim com Bush-Pai. Está sendo assim com Bush-Filho. Serve para justificar o opoio da industria bélica e petrolífera ao partido republicano. Foram mais de 60 bilhões de dólares para a Guerra do Golfo número um, mais de 90 para a guerra no Afeganistão contra o Talibã e já se fala em mais muitos bilhões de dólares para apoiar a nova guerra contra Saddam Husseim.
Mas o "resto" do planeta não quer a guerra. Agora é assim. A globalização nos afeta a todos, inclusive em caso de guerra, principalmente em uma região sensível como o Oriente Médio, rica em petróleo. Mas os americanos não lembravam que existia um "resto" a se considerar. Bush-Filho que o diga. Está revoltado, contrariado, e distribui ameaças, como garotão mimado que é, a todos que se opõem a ele. Alguns países da Europa, aproveitando a oportunidade, desafiam a liderança americana no cenário mundial, propondo, nas entrelinhas, uma revisão desta liderança. Afinal, não seria possível haver equilibrio e paz entre povos, com apenas uma única potência ditando o que é bom ou ruim para o "resto".
Muitas pessoas, ou seja, novamente a opinião pública, não só dentro dos EUA, mas agora espalhadas pelo mundo a fora, começam a minar a força do império. Pelo menos no que diz rspeito a este episódio. Isso me faz lembrar do filme Bugs Life, quando as formiguinhas se tocam que unidas elas podem enfrentar os gafanhotos malvados. Parece bobo, mas faz algum sentido. O império precisa do apoio de vários países para levar esta guerra a diante. Estes países, por outro lado, se recusam a apoiar o que sua população se recusa a aceitar. Então o império passa a questionar a validade das resoluções da ONU, o que significa dizer que eles estão dispostos a não respeitar princípios básicos da democracia, sistema que eles tanto se gabam por adotar e defender mundo a fora. Parece que democracia para eles é a arte de respeitar as opiniões, desde que estas opiniões coincidam com as deles! Vale lembrar que a guerra do Kwait e Afeganistão não levaram democracia a estes países.
Enquanto isso o tempo vai passando e o império de vítima, vai se transformando em vilão. Então, o mundo começa a se tocar que maior ameaça a paz mundial que qualquer organização terrorista, é um governo burro, governando a maior potência econômica e militar de nosso tempo. E como diria Arnaldo Jabor: "Burrice no poder é o outro nome do facismo".
Titulo: Formiguinhas Contra Gafanhotos
Autor: Alex Leão
Gênero: Artigo
Data de publicação: 28 de fevereiro de 2003
Resumo: A guerra que se anuncia revela, novamente, um ótimo tipo de arma: a opinião pública.
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