Como o jovem vê o amor (Parte I)

Crônica por Isabel Martinez
8 de fevereiro de 2003

Recebi este texto por e-mail e vi uma descrição fiel sobre o comportamento do jovem em relação ao amor. Este é um tema que me fascina, por isso resolvi compartilhar com vocês.

Semana que vem tem mais.

Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Rafael, um Júlio ou um Alexandre na vida? Tudo bem, pode ser uma Juliana, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline…

Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!

A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima.

Mas e ai? O que isso te acrescenta?

Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida???

Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser!

Tem gente que diz que não é…"Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer." Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido…

Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade!

Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja…No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona… Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor.

Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto… Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho.." eles não venderiam mais nenhum disco.

Não adianta, o público gosta e vibra com o "brega". Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita: Você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em 'Titanic' e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em 'Uma Linda Mulher'; Existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho" que te deixe com dor de cotovelo; Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja; Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você esta apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel; Você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja; Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco; Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "… E

foram felizes para sempre"

Bem, preciso continuar? Ok, acho que não…

Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou,

não sabe o quanto esta perdendo…

"O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance"

"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos"

Luiz Fernando Veríssimo


Titulo: Como o jovem vê o amor (Parte I)

Autor: Isabel Martinez

Gênero: Crônica

Data de publicação: 8 de fevereiro de 2003

Resumo:

Primeiro capítulo da “novela” online que pretendo criar sobre as formas de relacionamento do jovem na atualidade.

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Quem é Isabel Martinez?

Baiana de coração, finalmente estou realizando o sonho de morar em Salvador e desfrutar as delícias desta terra maravilhosa. Sou jornalista, cursando MBA em Gestão da Comunicação Organizacional na UFBA e plantando a semente para o mestrado.

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