Cervejas memoráveis – parte 1

Ensaio por Paulo Henrique
13 de dezembro de 2002

Sou um apreciador de cerveja. Aprecio muito (muito mesmo) esta bebida. Na minha pouco sóbria opinião, a cerveja faz parte da galeria universal da história das bebidas. Um degrau abaixo da água - a fonte de todos os demais líquidos - e no mesmo patarmar do vinho, a cerveja é uma bebida apreciada por todas as culturas e sua trajetória remonta tempos antigos.

Não vou me aprofundar nos aspectos históricos e técnicos da cerveja neste texto. Talvez em um futuro distante, até role umas linhas exploratórias em homenagem a este elemento tão apreciado. Mas já adianto que a cerveja vem lá do Egito, há uns 3 mil anos atrás e desde então reconforta os mais diversos povos, que a apreciam quente, morna, fria, gelada ou estupidamente gelada, dependendo da região no globo, da cultura vigente ou simplesmente do gosto. É uma bebida que serve como consistente alimento por causa da cevada, trigo e/ou arroz fermentados, além de animar as celebrações devido o alto ou baixo teor alcoólico. Em suma, uma bebida para os diferentes gostos, necessidades e momentos.

Estou falando tudo isto por causa de uma sublime experiência que tive ontem de noite: em uma só oportunidade experimentei generosas doses de duas belíssimas cervejas. Uma inglesa de alta fermentação ("ale") e outra brasileira, artesanal, de baixa fermentação ("larger"), tipo "Pilsen", oriunda de Campos de Jordão.

A primeira chama-se Ruddles Country e vem em um pote de 500 ml, de gargalo largo. Avermelhada e encorpada, tem um amargor suave, que nos leva a refletir na precisão de sabores que uma bebida pode ter, além de ser devidamente turbinada no quesito álcool. Verdadeira preciosidade.

A segunda, batizada de Baden Baden, nos traz a possibilidade de apreciarmos uma genuína cerveja artesanal feita aqui no Brasil. De suavidade e leveza inacreditáveis, consolida as características da cerveja brasileira (clara, de baixa fermentação e com bastante água para ser tomada gelada, aqui nos trópicos) em uma bela garrafa que ostenta todo o orgulho nacional deste povo tropical.

Realmente dois exemplares memoráveis. Fica aí a dica para os irmãos que até aqui acompanharam este texto. Com cervej…, digo, com certeza, este raciocínio terá outros desdobramentos, pois ainda quero fazer uma análise sobre o cenário nacional da cerveja e também de outros preciosas marcas como a Erdinger, estupenda cerveja de trigo ou a clássica Guiness, que embalou James Joyce em seus monumentais escritos.

Bom, mas estas outras análises ficam pra próxima. Tô indo agora tomar uma cerveja, para ampliar minha linha de pesquisa. Saúde!


Titulo: Cervejas memoráveis – parte 1

Autor: Paulo Henrique

Gênero: Ensaio

Data de publicação: 13 de dezembro de 2002

Resumo:

Só para quem gosta: análise de duas ótimas cervejas.

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Quem é Paulo Henrique?

Cristão, mineiro, 25 anos e jornalista.

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