Ensaio por André Penha
28 de novembro de 2003
Há momentos em que começo a escrever por influência do que acabo de ver ou do que acabam de mostrar-me. Vou então escrever por influência da TV, que acabo de assistir, e produzir centenas de linhas de pouca semântica e muito brilho.
Ou escrever sobre o trânsito um texto confuso em que palavras grandes fazem mais barulho, poluem mais. Palavras rápidas que assustam e às vezes ferem. Texto que flui melhor à noite e que se embaralha quando chove.
Às vezes quero escrever sobre o tempo palavras sem fim, mas não me vêm mais que doze vocábulos que se repetem.
Escrever até da vida, toda um história - capítulos alegres, outros tristes - com final trágico. Ou escrevê-la com acidente, que quando tem a estória acaba de repente.
Titulo: Macro metadiscurso pequeno
Autor: André Penha
Gênero: Ensaio
Data de publicação: 28 de novembro de 2003
Resumo: Rápidas observações gratuitas sobre o que me faz escrever.
Eeee Penha….Como diria o Sr. Burns: “Excelente!”Abraço e, valeu!
Sensacionais. Belo uso das palavras, carregas de semântica e jogo. Curti muito.
Penha, que bom revê-lo por aqui, mesmo que seja “relâmpegamente”… Precisas suas observações e muito ternas. Até metalínguísticas.
Penha, genial! Falou tudo rapidinho, clara e brilhantemente. Curto pra caralho seus microtextos. Pequena são tão raros!
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Bom e objetivo. Bom devaneio sobre a palavra in-sensata, discurso poético de primeira.