Ensaio por Paulo Henrique
11 de dezembro de 2002
De tão boa, é estranha e indizível a sensação de que as coisas se confirmam. Seja aquela expectativa em relação a um dia no trabalho, ao sorriso da garota ou até mesmo das grandes conquistas - isto para não falar nas conquistas menos nobres, mas que ainda inspiram a humanidade.
De qualquer forma, a experiência de se confirmar algo que estava esperando é, por si só, a consolidação do ato e do sentimento de que tudo deu certo. Parece que neste instante tudo se alinha em uma ordem perfeita, que deve ser aproveitada ao máximo, antes que as próximas expectativas desalinhem novamente o cenário.
É por aí que vem o conceito "Carpe Diem', pelo qual conseguimos traduzir aquela sensação de estar numa boa, naquele exato momento, independente do passado e do futuro, como se pudéssemo isolar este momento no vácuo e assim como o pêndulo de Focault, permanecer por todos os séculos.
Mas como nem o pêndulo de Focault, nem os bons momentos, nem nada que há debaixo do sol pode permanecer para sempre, é justamente aí que devemos ter habilidade de sorver estes bons momentos. É aí que existe o "Carpe Diem" ou então a expressão popular "mais feliz do que pinto no lixo".
Mesmo porque, se estes momentos fossem colocados no vácuo, correríamos o risco de cristalizar estas boas sensações e perder para sempre a sensibilidade e possbilidade de ficarmos imensamentes felizes, apesar do lixo - que na visão deste inocente pintinho, não deixa de ser divertido…
Titulo: Mais feliz do que pinto no lixo
Autor: Paulo Henrique
Gênero: Ensaio
Data de publicação: 11 de dezembro de 2002
Resumo: Certos momentos nos convencem que a vida é bacana, mesmo sendo eles passageiros… e é isto que é legal.
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Texto levemente reflexivo, gostoso de ler.