Ensaio por Márcio Sampa
2 de dezembro de 2002

Domingo à noite saí com uns amigos. Discutíamos a modernidade. Chegamos à conclusão de que eesa tal modernidade não existe, existe sim a contemporaneidade e isso é óbvio.
Hoje, refletindo a respeito desta contemporaneidade a achei muito chata. Não agüento mais esses carinhas de boné e oclinhos escuros que abraçam toda a extensão do rosto. Essa invasão de celulares, com os quais muitos conversam só banalidades. Esse monte de gente triste e careta, que não espera nada do futuro e que por isso se agarra às "novas tecnologias" como se isto fosse o supra-sumo da realização humana sobre a Terra.
Mutretas e picaretas com pose de gente séria. Bandas de rock tocando música brega e vendida. Loiras e morenas mexendo a bunda na Tv, dando……. entrevistas como se tivessem algo a dizer. Jogos de futebol que não valem mais nada. Forró Universitário, Sandy e Júnior. MTV dando prêmio pra KLB. Mauricinhos e patricinhas de 20 anos, pensando, agindo e se vestindo como se tivessem 40.
Chega meu!
Valei-me meus santos Cazuza, Dylan, Marley, Raul, Floyd…
Socorram-me deuses da rebeldia!
Livrem-me das trevas do conformismo e da mediocridade!
Viva a rebeldia!
Viva o livre pensar!
Abaixo a pobreza nossa de cada dia!
Abaixo a pseudo-modernidade!
Titulo: Manifesto Contra a Pseudo-Modernidade
Autor: Márcio Sampa
Gênero: Ensaio
Data de publicação: 2 de dezembro de 2002
Resumo: Análise crítica da pseudo-modernidade e seus símbolos kitschs e conformistas.
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