Um adeus à nossa Hilda Hilst

Notícia por Marco Feitosa
4 de fevereiro de 2004

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Fonte: Cedoc

A escritora Hilda Hilst de 73 anos, nascida em Jaú e que morava há 40 anos em Campinas faleceu na madrugada de quarta-feira por volta das 4 horas. Hilda estava internada desde o dia 2 de janeiro no HC da Unicamp. A escritora sofreu um tombo e fraturou a perna, foi hospitalizada, mas o seu quadro se complicou, ela acabou adquirindo uma infecção hospitalar e faleceu. O velório ocorreu nesta quarta-feira no Cemitério do Flamboyant às 11h, e o enterro aconteceu às 16h no Cemitário das Aléias.

Hilda Hilst nasceu em Jaú, interior de São Paulo, em 21 de abril de 1930, mas, desde 1966, habitava a Casa do Sol, uma chácara próxima a Campinas-SP, onde dedicava a maior parte de seu tempo à literatura. Em 1952, formou-se em direito pela Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco). Desde 1982, integrava o Programa do Artista Residente do Núcleo de Desenvolvimento Cultural (Nudecri) da Unicamp.

Entre os anos de 1986 e 1988, foi responsável pelo Laboratório de Textos do Departamento de Artes Cênicas do Instituto de Artes da Unicamp. Também está na Unicamp seu arquivo pessoal, comprado pelo Centro de Documentação Alexandre Eulálio (Cedae) do Instituto de Estudos de Linguagem, em 1995. O acervo está disponível a pesquisadores de todo o mundo.

Poetisa, dramaturga e ficcionista, Hilda deixa uma biografia de 41 livros, a maior parte deles dedicada à poesia. Aos 20 anos, escreveu Presságio, seu primeiro livro de poesias, com o qual colheu os primeiros frutos de sua carreira, sendo agraciada com os mais importantes prêmios literários do Brasil.

Sua última obra, "Estar sendo Ter sido", foi publicada pela Editora Nankkin, em 1997. Seu trabalho teve repercussão internacional, por meio da tradução de alguns textos para o francês, o inglês, o italiano e o alemão. Em março de 1997, seus textos Com os meus olhos de cão e A obscena senhora D foram publicados pela Editora Gallimard, tradução de Maryvonne Lapouge, que também traduziu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Em 1957 e 1961, Hilda fez viagens maiores pela Europa, demorando-se na França, Itália e Grécia.

Muito bonita, despertou grandes paixões, inclusive, do poeta Vinicius de Moraes, e foi namorada do ator Dean Martin. Casou-se em 1968 com o escultor Dante Casarini.

Sua obra ainda é um vasto campo a ser estudado, merecendo todas as honras e homenagens por seu talento.

Com certeza o céu ganhará muito em lirismo.


Titulo: Um adeus à nossa Hilda Hilst

Autor: Marco Feitosa

Gênero: Notícia

Data de publicação: 4 de fevereiro de 2004

Resumo:

Morre Hilda Hilst

2 Comentários

  1. Alexandre Piccolo disse:

    Marco, um belo-triste adeus…

  2. PH disse:

    Bacana esta sua homenagem, Marco! Valeu!

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Quem é Marco Feitosa?

Poeta, boêmio, músico e, às vezes, jurista.

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