Banquete

Poema por Leonardo Augusto
20 de fevereiro de 2004

Uma peça inteira de esperança

Recheada de solidão

Uma carência em cubos

E meia dúzia de olhares

Ao molho de timidez

Algumas asas à imginação

Polvilhe grãos de paixão

E um punhado de sonhos

Acompanha fantasias doces

Na manteiga derretida

Um peito à prova

Rodelas de coragem

Pitadas de suspense

Deixar em banho-maria

Depois jogar água fria

Duas vontades impostas

Um pé de guerra

Alguns maços de cigarro

E gotas de fel

Um coração em pedaços

Uma ilusão em fatias

Meio litro de lágrimas

Mal a gosto

Sobremesa?

Vingança

Servida fria.


Titulo: Banquete

Autor: Leonardo Augusto

Gênero: Poema

Data de publicação: 20 de fevereiro de 2004

Resumo:

Pratos para dois

4 Comentários

  1. Mário disse:

    Excelente ritmo e sacada!

  2. Herbie disse:

    Prato cotidiano. Perfeito!

  3. samira disse:

    É um poema que revela talento, pra dizer pouco. Muito criativo! Ritmo pra ler e reler. Parabéns.

  4. PH disse:

    Gostei muito deste banquete, Léo. Desculpa se eu estou enganado, mas senti alguma influência do Renato Russo, por aí… ficou muito bom!

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