Poema por Tânia Toffoli
16 de abril de 2003
Você só deixou uma terra devastada
Por onde passou;
E, nesse deserto, só resta
O calor escaldante dos dias
Para sugar minhas forças,
Impedindo que eu siga.
E as gélidas noites
Que, pouco a pouco,
Congelam meu coração
Numa tentativa inútil de defesa
Contra sua presença devastadora…
De tempos em tempos,
O vento traz
Uma terrível tempestade de areia
Que cega e machuca.
Sem ver onde piso, perdida,
Sigo, passo a passo,
Sem saber se essa é a direção,
Sem saber se estou recuando
Invez de prosseguir.
Faço isso por longos dias,
Horas eternas…
Até que as lágrimas possam,
Com sua intensidade,
Expulsar os insignificantes
Grãos de areia dos meus olhos.
E, assim, continuarei
Até que chegue ao oasis
Que insisto em repetir
Que existe
Acreditar que está perto…
Esperando ser descoberto por meus olhos
Lá, você nunca mais poderá
Chegar até mim, trazendo seu tormento.
Titulo: Destruição
Autor: Tânia Toffoli
Gênero: Poema
Data de publicação: 16 de abril de 2003
Resumo: Algumas palavras saídas de uma noite de depressão.
A força da destruição é pessoal e íntima, mas se exterioriza metaforicamente nos elementos áridos da solidão de um deserto. Felizmente, há um oásis intransponível… Belo texto.
Tânia, agora que eu me liguei. “Siga o coelho branco” é uma situação de Matrix. Pelo jeito você é fã do filme, né? Se não leu, leia os artigos que escrevi a respeito. Depois, se você quiser, podemos discutir mais o tema… Sampa
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Excepcional!