Poema por Regina Vilarinhos
1 de dezembro de 2005
Meu coração tropeçou nas pedras da calçada.
Caído, rolando na areia, afogou-se em verdes olhos.
O moço de peito listrado sambou sobre meu sorriso.
O poeta sentado me ofereceu o ombro,
Mas a dor não cabia no espaço de abraçar.
Bate o mar, respingam lágrimas,
Bate a vida, fogem os sonhos.
Pela janela a paisagem adormece.
Segue sozinho pelos trilhos do bonde santo.
Espera de asas abertas, às estrelas chegar.
Bate na porta, respira a lua.
Bate de novo, vai sambar
Titulo: História de amor de Copacabana à Santa Tereza
Autor: Regina Vilarinhos
Gênero: Poema
Data de publicação: 1 de dezembro de 2005
Resumo: Um amor carioca
Oi Regina.
Seus poemas têm um não-sei-quê de lirismo que nos desconcerta. Uma certa dose de Vinícius com Bandeira e isso nos deixa meio confusos. Talvez, com o tempo, nos acostumemos com esse modo único de se expressar e (talvez) não nos surpreendamos tanto.
Vida longa, Vilarinhos, para que possa sempre nos presentear com esse seu magnifíco dom. Ah… gostei demais do seu “Folha em Branco”. Deixei um comentário lá, também.
Parabéns por esse poema bonito que me fez lembrar de quando no Rio morei, e tive saudade do teu bonde santo onde muito eu namorei.
frase do ano: poesia é poesia.
É a vida que respinga dor pela paisagem a busca-se… poesia é poesia, urge vermos tudo por sua janela.
Um abraço para a Regina, sempre ótima.
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O caminho longo sobre os trilhos mágico, encontrou o meu sorriso