Poema por Isabel Martinez
15 de fevereiro de 2003
Maria, boca virgem e mente assanhada,
um dia encontrou João,
um safadão que andava pelo salão e esbanjava charme de montão.
Maria parou, admirou e pensou:
Ele se acha muito gostosão!
Virou de lado para se fazer de difícil e, sem querer,
deu em João um bofetão com a mão.
Olho arregalado e boquiaberta Maria encarou João
e ficou pasmem com a recepção.
João garanhão lhe estendeu a mão
e a puxou para um beijão.
Maria, sem ação, se deixou levar, tremendo de emoção
pois era o primeiro de muitos beijos,
e bem com aquele morenão!
Beijo aqui, beijo ali, língua lá, língua cá
e um turbilhão de emoção tomou conta do salão.
O casal enamorado começou a bailar
Rodopiando, juntinho, pareciam um pião
a girar, girar, girar e mais girar…
O que era, sem dúvida, estratégia de João,
para deixar a menina facinha e bem sem noção.
Mas a estratégia de João não deu certo não, pois Maria,
apesar de assanhada, se deixou levar pela paixão.
Com isso já surgiu, no pobre coração, um sentimento de união,
parecia que aquele momento iria durar mais um tempão.
Doce ilusão de Maria em seu jovem coração.
Com aquela cara de mijão João falou:
Vou ao banheiro e volto rapidão.
Maria, em sua doce ilusão, lhe deu mais um beijão e disse:
Estou aqui esperando, não demore não.
Que grande decepção!
O primeiro beijão acompanhado de um baita forão!
Titulo: O beijão
Autor: Isabel Martinez
Gênero: Poema
Data de publicação: 15 de fevereiro de 2003
Resumo: Sátira sobre o primeiro beijo de uma adolescente.
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