Póstumo

Poema por Bruno Santos
25 de fevereiro de 2004

"O que mais machuca perante a morte é a triste

e desesperadora sensação de não ser mais possível

matar as saudades do ente querido que se foi."

Ah, se eu pudesse

uma última vez estar contigo

Bater um papo, jogar conversa fora

E saber como anda a tua vida

Ah, sim, eu queria

Dar-te um último grande abraço

E aproveitar mais um momento

Antes de tua precoce partida

Assim, hoje eu estaria

Muito menos desolado e arrependido

Por não acreditar que esses

Teus últimos dias seriam

A Si Deus acolhe

Todas as almas bondosas como a tua

E tão evidente chega a parecer

O teu papel entre nós

Há, sim, a certeza

De que ajudaste a salvar uma vida

Cuja difícil missão será, sozinha

Fazer crescer vosso jovem fruto

A simples passagem tua

Por nossas pequenas existências

Ficará marcada em nossas memórias

Como ferida aberta pelo destino

Assino, com muito carinho

Essa despretensiosa homenagem

Com uma lágrima no rosto

E uma imensa saudade no coração

E que Deus abençoe a todos nós.

Em memória de Celso Mendes dos Santos


Titulo: Póstumo

Autor: Bruno Santos

Gênero: Poema

Data de publicação: 25 de fevereiro de 2004

Resumo:

A vida nos reserva sempre tristes surpresas.

1 Comentário

  1. PH disse:

    Bruno, singela homenagem que tenta (em vão) aplacar o profundo vazio da saudade… que Deus te abençoe muito e que esta dor seja suave e - ainda sendo dor - te renove as esperanças.

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Quem é Bruno Santos?

Um escritor enrustido, amante das letras, que por ironia do destino entrou para o mundo dos cálculos e que agora quer se encontrar novamente.

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