Relógio

Poema por Regina Vilarinhos
16 de setembro de 2005

Faz tempo que o tempo passa,

há dias que dia não há,

vira, mexe

mexe, vira,

passa, rola,

enrola, revira.

Bate forte,

bate fraco,

suspira,

faz balacobaco…

Juntei tantos pedaços, laços…

pintei muitos quadros,

escrevi várias linhas.

Queria te dar uma chance,

queria pra nós um romance.

Não pode, foge, finge.

Não cresce, esquece.

No fim, é só mais um dia, mais tempo,

que passa tudo o que não há,

que sonha tanto

o que não houve,

que chora

pelo que não haverá.


Titulo: Relógio

Autor: Regina Vilarinhos

Gênero: Poema

Data de publicação: 16 de setembro de 2005

Resumo:

Vai passando o tempo.

,

1 Comentário

  1. renato de paula e souza cruz disse:

    uau, achei o maximo, ha um som e movimento de sexo fundo, lindo, fofo, nos primeiros versos soltos, a rima do vai e vem me deixou estasiado, demais, uma grande poetisa e otima poesia, me tocou muito. bjim

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Quem é Regina Vilarinhos?

Gaúcha criada em Volta Redonda, RJ, onde vivo há 40 anos. Funcionária pública, instrutora de informática e POETA. Já publiquei um livro por aqui, "Poemas acesos para noites apagadas", junto com outra poeta Elisa Carvalho, em 2001. Atualmente, formamos um grupo, FABRICA DO POEMA, onde apresentamos saraus com muita poesia e mpb, com músicos da cidade. Também faço oficinas, palestras, festivais, em todos os lugares onde podemos colocar a poesia como atitude e alternantiva cultural.

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