Vento

Poema por Marco Feitosa
30 de outubro de 2003

VENTO

Hoje meu companheiro é o vento

Ele sim se faz presente.

Assopra meu rosto,

Congela meu corpo,

Me olha bem torto…

Me quebra!

Mais frio que o vento

é o sopro de um amor ausente.

Um riso de corvo

congela meu corpo

me olha de novo…

Me beija…

Agora meu amor é desalento,

e o vento,

que beija meu rosto,

congela meu corpo

e me quebra de novo…

já não faz quente.

Campinas, 11 e 19 de setembro de 2003.


Titulo: Vento

Autor: Marco Feitosa

Gênero: Poema

Data de publicação: 30 de outubro de 2003

Resumo:

Poema inspirado na obra de Florbela Espanca, com toques de Edgar Allan Poe.

1 Comentário

  1. Lilian disse:

    Fiquei curiosa ao ver o nome de Florbela Espanca. Eu adoro ela. Mas vamos à sua poesia…está excelente, recheada de uma tristeza bonita. Adorei, parabéns!

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Quem é Marco Feitosa?

Poeta, boêmio, músico e, às vezes, jurista.

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