Poema por Alexandre Piccolo
12 de fevereiro de 2003
Não sei o rumo em que vou
Sei que vou adiante,
onde nem Dante previu,
de todo vento que sopra
em frente a meu empinado nariz.
Lembro de momentos, canções,
dos jovens versos famosos que dizem
que o imperfeito não participa do passado
e compreendo que tudo o que entendo
é nada diante de nada,
tudo aquilo que passa e volta ao pó de que veio,
e nada mais.
Se tivesse a inebriante musicalidade de Parker
ou o som doce das melodias de minha memória
seria a nota brilhante que paira no ar
não a borboleta preta que atrapalha o jantar
que vê o mundo preto e sem rima
onde todo o branco é cinza e a solução,
metafísica
seja o amarelo doce como for
Audacioso, assim foi o pensamento que tive,
quando num despertar de repente
me vi frente a frente à frase
que nao queria calar,
maldita lembrança ardente:
a vida e o mundo estão em teus olhos
basta vê-los (rimados) como queres
com os mesmos olhos que te vêem.
Titulo: Ver e rever : branco e preto
Autor: Alexandre Piccolo
Gênero: Poema
Data de publicação: 12 de fevereiro de 2003
Resumo: um poema louco para um domingo qualquer
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