Charlie Parker – parte 1

Tradução por Alexandre Piccolo
14 de junho de 2004

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Charlie Parker e Miles Davis

Charlie Parker (1920-55) foi um dos mais inovadores e influentes músicos da história do jazz. Ele tem sido comparado muitas vezes a Louis Armstrong - e as influências de ambos artistas ultrapassam o limite de seus próprios instrumentos. Graças às contribuições rítmicas, harmônicas e melódicas de Parker, grandes músicos e compositores a serviço do jazz foram obrigados a reavaliar suas abordagens em relação à música. A carreira de gravações de Parker foi sobretudo muito curta mas sua influência ainda se faz presente em músicos jovens e experientes.

Charlie Parker cresceu em Kansas City (primeiro em Kansas, depois do outro lado do Missouri), um bom lugar para um jovem empreendedor músico de jazz crescer nos anos 30. Bandas excelentes e ótimos instrumentistas tocavam regularmente e desempenharam papeis modelares para o jovem Charlie. No meio da adolescência, ele se inspirava praticando longa e exaustivamente, como relembrou numa entrevista de 1954, conduzida por seu companheiro saxofonista Paul Desmond: “Eu dedicava bem um bom estudo no sax, é verdade? Eu costumava estudar ao menos onze, onze a quinze horas por dia”. Depois de várias experiências fracassadas em jam-sessions, Parker gradualmente desenvolveu sua arte e, ao se juntar à banda do pianista Jay McShann no final da década de 30, ele era um dos melhores músicos em Kansas City. Dois músicos que se tornariam forte influência no saxofone tinham ali sua base: Henry “Buster” Smith, no sax-alto, e Lester Young, no sax tenor. As influências da qualidade do tom de Smith e das linhas melódicas de Young pode ser ouvidas, por exemplo, nos solos de Charlie em “Sepian Bounce”.

No início de 1940, Parker o conheceu e se tornou parceiro musical do trompetista John Birks “Dizzy” Gillespie (vide texto sobre Gillespie), cujo apetite pela exploração musical complementava o de Parker. As gravações que fizeram juntos em Nova Iorque em 1945 (como "Salt Peanuts" e "Hot House") foram pedras fundamentais de um novo estilo chamado às vezes de rebop, bebop, bop e modern jazz. Este estilo foi freqüentemente chamado revolucionário por historiadores e fãs de jazz, e era certamente distinto do jazz de cinco ou dez anos anteriores. Mas em muitos casos, evoluiu (como se pode demonstrar) de estilos precedentes.

Para seu próprio divertimento longe de Gillespie, Charlie Parker - ao final do ano de 1945 - começou contratando Miles Davis, um trompetista de 19 cujos estilo modesto e habilidades técnicas eram o oposto do estilo dramático e virtuoso de Gillespie. Parker percebeu potencial no jovem músico e Davis cresceu absurdamente por trabalhar com Charlie Parker. Mas ao princípio, Davis nem sempre conseguia lidar com as exigências técnicas da música de Parker tão bem como podia Gillespie ? um bom exemplo é uma gravação de “Ko-Ko”. Davis foi contratado para tocar trompete nas gravações, mas Gillespie foi escolhido para tocar as passagens difíceis do início e final da peça. Ao meio destas passagens há um refrão com solo de Parker de exasperante invenção e execução atordoante.

(continua…)


Titulo: Charlie Parker – parte 1

Autor: Alexandre Piccolo

Gênero: Tradução

Data de publicação: 14 de junho de 2004

Resumo:

Outro exercício de tradução e mais um pouquinho de jazz…

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2 Comentários

  1. Guilherme disse:

    Parabens , realmente é muito dificil encontrar alguem que ainda se importe com o Jazz.Parabens, pela vontade de traduzir algo de bird, pois sou fascinado por ele e estava justamente procurando alguma biografia que tivesse curiosidaes…encontrei!!!

  2. PH disse:

    legal, Alex! Exercício de tradução e muitas informações legais. Bela série de jazz que vc está montando.

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