Tradução por Alexandre Piccolo
3 de abril de 2003
Como sou um novice no aprendizado da língua francesa (mas não um novateur nesta antiga tarefa da tradução), os textos que leio (e me esforco por traduzir) também são para principiantes e "novatos". Mas não entenda isso de maneira depreciativa, cara leitora. Novato não quer dizer menor ou inócuo. Textos, mesmo quando escritos de maneira simples, com palavras ainda mais simples, podem transmitir muito - dependem (e muito) dos olhos de quem lê.
Confesso que não consegui identificar o autor do excerto a seguir. Encontrei-o dentre uma coletânea de exercícios que praticava sobre o francês e seu jogo de palavras, para ser bem simplista, foi o suficiente para achá-lo interessante - e digno de uma tentativa de tradução (ou "transcriação", nas palavras do poeta). Enfim, um constante exercício.
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A vida sem Rosa
Eu vi o tempo pela janela
(um céu cinza verdadeiramente moroso)
Fiz mal em me levantar
(a causa de minha artrose)
Entendo o cachorro latir
(para reclamar de sua "cachorrice")
Recebo algumas correspondências
(mas nenhuma carta de Rosa)
leio a revista da programação da tv
(como sempre, grande coisa…)
Bebo um refrigerante rosa
e vejo os elefantes todos rosas
Titulo: um constante exercício
Autor: Alexandre Piccolo
Gênero: Tradução
Data de publicação: 3 de abril de 2003
Resumo: devagar e sempre…
Olá.. Alexandre… nos conhecemos pelo icq…. diria que como ainda não sou culta e tenho muito a aprender não consegui entender direito esse poema.. mas mesmo assim deixo aqui meu parecer…. pelo o que entendi, esse homem tem todas as rosas do mundo, porém ainda continua sendo infeliz por faltar-lhe a única rosa que gostaria de ter, ou seja, a Rosa ao seu lado.
Alê,Vc parece q anda como uma música…ignorando aquela bela mulher chamada tempo…apenas observando a alma de todos, q apodrece, do verbo apodrecer.infinitas tentativas de dizer o q sempre foi dito, na poesia.Eu tenho o costume de atirar tudo pelos ares,principalmente, inclusive e às vezes: as palavras. Marilda Piccolo
Alex, muito massa seus exercícios de tradução. O caminho é longo, porém muito fértil. E está só no começo…
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Achei o poema do Alexandre muito próximo das preocupações da poesia de Prévert. Creio que deva continuar seguindo suas intuições de tradutor não literal, mas fiel ao rumo da poesia… Parabéns, e “chapeau” ao Tradutor.